Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras me farão gordo

3 05 2011


Pesquisadores da Purdue University descobriram que as pessoas, especialmente homens, que sentem qualquer tipo de discriminação, são mais propensos a se tornarem obesos.

“O estudo descobriu que homens, onde persistentemente experimentaram altos níveis de discriminação, eram mais propensos a ter um aumento da circunferência abdominal  uma polegada a mais em comparação com aqueles que não relataram a discriminação”, disse Haslyn ER Hunte, um professor adjunto da saúde e cinesiologia.

“As mulheres que relataram experiências semelhantes também apresentaram um aumento das suas cinturas em mais de meia polegada.

Isso mostra como o mau uso das palavras fere as pessoas fisicamente, e é um lembrete de como o a nossa língua pode ser pode ser muito poderosa.

Hunte pretende realizar mais estudos de como o cortisol, que é um hormônio induzido pelo estresse, se relaciona aos efeitos da discriminação.

Além disso, eu não ficaria surpreso se a investigação futura descobrir que altos níveis de cortisol e o sentimento de inferioridade e desqualificação pelo mau uso da palavras também estão relacionados com alcoolismo, uso de drogas, e todos os outros mecanismos de enfrentamento que as pessoas usam quando os tempos são difíceis.

Quando estava escrevendo este post recebi uma mensagem de newsletter de uma grande amiga “Suely Kardosh”. Ela disse o seguinte:

Newsletter maio de 2011

No mês passado vendo televisão num sábado, vi num programa de uma apresentadora brasileira entrevistando a linda Gloria Pires. Foi perguntado a ela qual o seu maior defeito. E ela, para minha total surpresa por sua sinceridade, respondeu que era a maledicência.


Maledicência pensou numa exclamação, quase um grito. Ela foi valente, pensei. Será que eu teria coragem de expressar isto, para mim, depois em voz alta e em publico, em rede nacional?

Foi muito forte, não acham?

Maledicente! Quantas vezes fui e sou!  Mas, que bom, depois de Gloria combaterei isto com firmeza agora que conscientizei que sofro deste mesmo mal.

Deixei de ser auto maledicente, ou desqualificar – me, pensar e falar mal de mim mesma há muito tempo, pois aprendi que dizer negativamente coisas sobre mim que me desmereçam, que não me valorizam é muito triste. É desrespeito e incita ao outro me desrespeitar também.

Mas penso e às vezes falo mal das pessoas. Usava as palavras crítica e exigência justificando o tal ato que, antes de fazer mal a alguém, primeiramente me desgasta, tira e desperdiço a minha própria energia.

No dicionário, maledicência significa falar mal de alguém, dizer calúnias, caluniar algo ou alguém, perjúrio, mal dizer.

E seguindo o exemplo de uma mulher valente procurarei manter este grave defeito sem asas e debaixo do sapato.

Que alivio cada vez que percebo e paro com a vontade de falar e busco também enfraquecer o pensar…

Campanha nacional contra a maledicência! Acompanhem – me!

E hoje vi um exemplo de bem dizer! Num jornal da televisão uma entrevista de um homem dizendo maravilhas verdadeiras do povo brasileiro, condição imprescindível para o sucesso da Copa do Mundo e Olimpíadas em nosso país. Este é o nosso ponto forte apesar de estarmos nos preparando para a nossa primeira experiência.

Vi também nos aeroportos e outdoors vários textos mostrando realidades positivas no planeta e na humanidade.

Sem maldizer, sem queixar, sem macular e sem denegrir seremos mais felizes e bem sucedidos? Com certeza!

A pedagogia contemporânea exemplifica recomendando que ressaltemos os pontos positivos, conquistas e superações de nossos jovens e de nossas crianças e eles serão adultos bons.

A psicoterapia reichiana trabalha nos pontos de saúde de cada pessoa e não no que falta, falha ou bloqueia.

Vamos então ter pensamentos felizes, bons e lindos e boas palavras.

“Que bom que você notou” é a resposta para quando recebo boas palavras a meu respeito e procuro me manter bem e serena quando escuto ou leio uma crítica. São amigos do peito, do respeito os que me fazem ver a verdade, que me faz crescer.

É maledicente ser omisso. Se eu vejo o erro, com delicadeza posso dizer. Isto é o bem dizer… causa bem entendidos e não mal dizer, que gera maldição, mal sentir, mal pensar e mal entendidos.

Bem vindos os benditos, os bem falantes, as boas palavras.

Suely Kardosh

Conclusão

De acordo com Dr. Hunte:

“Pessoas que se sentem injustiçadas devem estar cientes desta ligação entre o estresse relacionado à sua percepção e considerar buscar estratégias de defesas tais como o exercício físico ou outros comportamentos saudáveis, ​​como um ferramentas de combate ao estresse.

Mais importante ainda, como sociedade, precisamos nos tornar mais conscientes de como nós tratamos as pessoas e como as injutiças podem afetar profundamente a saude delas “.

Referência

Marlus M. Marconcin – Coach de Saúde
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